segunda-feira, 20 de julho de 2015

Os Ladrões Crucificados com Jesus

Os dois ladrões e Cristo
Foram crucificados com Cristo dois ladrões: "Com ele crucificaram dois ladrões, um à sua direita, e outro à sua esquerda" (Marcos 15:27). Os ladrões sobre as cruzes estavam posicionados como ninguém, embora não merecessem ser invejados, para contemplar a crucificação de Cristo no meio deles.

Os dois ladrões eram o extremo oposto em caráter daquele que se achava no meio deles. Eles eram "ladrões"; roubavam as pessoas para enriquecer; ao passo que Jesus "se fez pobre por amor de vós, para que, pela sua pobreza, vos tornásseis ricos" (2 Coríntios 8:9). Eles eram "malfeitores"; ao passo que ele "andou por toda parte, fazendo o bem" (Atos 10:38), completamente inocente. Eles eram "transgressores" (literalmente, fora-da-lei), sem se preocuparem com a lei dos homens ou de Deus; ao passo que só Jesus guardava a lei de Deus à risca e mostrava consistentemente em sua vida e em seu ensino o respeito por toda lei devidamente constituída. O contraste entre o caráter dos ladrões e o de Cristo era evidente mesmo nas cruzes, quando "os que com ele foram crucificados o insultavam"; ao passo que ele "quando ultrajado, não revidava com ultraje" (1 Pedro 2:23).

A respeito dos nomes desses ladrões que foram crucificados com Cristo, “um à Sua direita, e outro à Sua esquerda” (Mt 27:38; Mc 15:27; Lc 23:32 e 33; Jo 19:18), a bíblia não faz menção. Mas no Evangelho de Nicodemos *(obra apócrifa produzida no período pós-apostólico), capítulo 9, verso 4, os dois malfeitores são identificados como Dimas e Gestas. Já no capítulo 10, verso 2, do mesmo evangelho apócrifo, Dimas é identificado como aquele que repreendeu o outro malfeitor por suas blasfêmias (ver Lc 23:40-42).

Não podemos considerar os livros apócrifos como *canônicos, nem mesmo como divinamente inspirados, pois vários de seus ensinos são de natureza especulativa e antibíblica. Mas, além de idéias especulativas, esses livros contêm também informações históricas, corroboradas por outras fontes confiáveis da época. Não confirmada pelos quatro evangelhos canônicos, a tradição de se identificar os dois malfeitores pelos nomes acima mencionados não passa de uma possibilidade.


Apócrifos: também conhecidos como Livros Pseudo-canônicos, são os livros escritos por comunidades cristãs e pré-cristãs (ou seja, há livros apócrifos do Antigo Testamento) nos quais os pastores e a primeira comunidade cristã não reconheceram a Pessoa e os ensinamentos de Jesus Cristo por serem escritos após o I século e, portanto, não foram incluídos no cânon bíblico.



Canônicos:Cânon (em grego, kanón) significava “medida, norma” e, por extensão, “catálogo, índice, registro”. A partir do séc. 4.° aplicou-se o vocábulo ao catálogo dos livros inspirados por Deus no Antigo e no Novo Testamento.



Fontes: link1, link2, link3

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3 comentários:
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  1. Muito boa as explicações, foi bem edificante para mim.Deus abençoe.

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  2. Marcelo Peixoto de Lima19 de março de 2017 13:18

    Isso é muito importante, porque todas as histórias bíblicas devem ter um fundamento Bíblico

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  3. A Bíblia diz qual era a posição do malfeitor que foi ao paraíso, direita ou esquerda? Eu não encontrei!

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